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Chegou as telonas mais uma releitura do macaco mais famoso da cultura pop: Kong – A Ilha da Caveira quase 12 anos depois da ultima incursão nos cinemas pela mão de Peter Jackson, mas dessa vez com um desafio ainda maior.

Dirigido pelo pouco experiente hippie norte-americano Jordan Vogt-Roberts que dizem ter convencido a Warner a apostar em sua visão para o personagem após apresentar sua ideia de abertura para o filme conquistando os executivos.

O filme se passa em 1973 após a Guerra do Vietnã, Bill Randa (John Goodman) convence o governo dos EUA a investir em uma excursão em busca de recursos a uma ilha misteriosa e desconhecida antes que seus adversários de guerra a descubram, para isso contrata o ex-militar britânico James Conrad (Tom Hiddleston) acompanhado do pelotão veterano da Guerra do Vietnã do Tenente Preston Packard (o onipresente em hollywood Samuel L. Jackson) e Mason Weaver (Brie Larson), fotojornalista que vai documentar a missão.

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Tom Hiddleston mode Rambo ON

Logicamente a motivação verdadeira de Bill Randa não é simplesmente descobrir recursos para o governo dos EUA, mas sim os segredos que a Ilha da Caveira escondem, ao lançarem sobre a ilha explosivos para mapear a ilha com meio de sismologia acabam atraindo atenção do macaco gigante que não ficou nada contente com o que ele entendeu como um ataque.

Utilizando uma edição dinâmica junto a uma trilha sonora envolvente temos um Kong visceral como nunca visto mas não menos leal já que ele tem suas próprias motivações e até um código de conduta que justifica até mesmo o ataque ao pelotão de Preston Packard no começo do filme e por isso é venerado na Ilha por ter um papel muito importante para seus moradores.

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Brie Larson fugindo de um CGI ruim

Apesar de ter uma pegada pop forte o diretor Jordan Vogt-Roberts perde a mão quando precisa desenvolver melhor seus personagens, já que o casal de protagonistas e fio condutor da trama acabam não sendo desenvolvidos ou cativantes o suficiente, fica a sensação que se um deles morresse durante o decorrer do filme não faria falta, mas o ritmo do filme é tão frenético e a cada troca de socos do macacão gigante a empolgação é tanta que isso fica em segundo plano e claro que o objetivo do filme é não se levar a sério mas sim trazer uma diversão caótica em um estilo que remete inclusive ao querido E odiado Zack Snyder.

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Os efeitos especiais produzidos pela ILM são competentes apesar de algumas más escolhas de direção como na cena do “novoeiro” mas nada que atrapalhe o andamento.

Kong – A Ilha da Caveira não é um filme para se pensar, mas um tipico filme pipoca para se divertir, e isso ele faz muito bem, ficando apenas a dúvida de como eles vão fazer para juntar este universo mais pop e colorido com o de Godzilla já que o filme de 2014 dirigido por Gareth Edwards tem um clima muito mais sombrio.

 

 

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Padu
Editor em LMMT