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Após a saída de J. J. Abrams para brilhar a frente da retomada do “concorrente” Star Wars, a Paramount chamou o diretor Justin Lin conhecido por dirigir boa parte dos filmes da milionária franquia Velozes e Furiosos (3, 4, 5 e 6) para assumir o comando da Enterprise com J. J. Abrams como produtor.

O primeiro trailer ao som de Beastie Boys – Sabotage acabou assustando um pouco o público que imaginou que Justin Lin estava transformando a franquia em um “Velozes e Furiosos no espaço”, porém o que se vê no filme é um trabalho dedicado do diretor junto ao roteiro de Simon Pegg e Doug Jung em resgatar um pouco do clima de investigar novos mundos em busca do desconhecido, deixando um pouco de lado (bem pouco) a correria desenfreada imposta por J. J Abrams nos dois primeiros filmes.

Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto), Nyota (Zoe Saldana) e cia já estão a 3 anos no espaço e um certo tédio começa fazer o capitão repensar se realmente é aquilo que gostaria de seguir. Spock também após receber uma notícia de seu povo acaba colocando em dúvida sua continuidade na Frota estelar. Essas dúvidas são interrompidas quando a tripulação é surpreendida por um pedido de socorro que os coloca em conflito com o vilão Krall (Idris Alba, irreconhecível) que nunca ataque devastador, os obriga parar em um planeta desconhecido separando-os  e dificultando em impedir os planos de Krall em destruir a Frota Estelar e os seus aliados.

Essa separação coloca os integrantes da equipe em uma situação inusitada em que acabam separados em duplas, uma delas é onde o engenheiro Scotty (Simon Pegg) encontra a nativa Jaylah (Jessica Chastain Sofia Boutella) que já foi vitima da fúria de Krall e o ajuda a unir a equipe novamente.

Pode-se estranhar um pouco o vilão Krall, já que em Star Trek: Além da Escuridão, Benedict Cumberbath nos entrega um John Harrison Khan bem denso, já Krall apesar de ter um segredo interessante em seu passado acaba por não causar tanto impacto quando o vilão do último filme, o que foi uma missão ingrata.

Star Trek: Sem Fronteiras encerra uma trilogia novamente homenageando a série clássica, mas talvez seja o pior filme da trilogia, não que o filme seja ruim, longe disso, mas o impacto e qualidade dos dois primeiros acaba por ofuscar este 3º filme que mesmo assim consegue nos entregar um filme redondo, carismático e que coloca o Capitão Kirk no caminho certo para pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo, onde nenhum homem jamais esteve.

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Padu
Editor em LMMT