X-men: Apocalipse é o sexto filme dos mutantes no cinema, o 4º sobre a direção de Bryan Singer que parece ter encontrado o caminho correto para  os personagens na tela grande.

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10 anos depois dos acontecimentos de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, temos o novo vilão Apocalipse, interpretado pelo ótimo (mas aqui subaproveitado) Oscar Isaac que desperta em nossos dias atuais disposto a trazer ordem para um mundo que o traiu, assim como foi no antigo Egito, ao acordar milhares de anos depois ele recruta novos 4 Cavaleiros do Apocalipse para lhe ajudar no que chama de limpeza do mundo, onde apenas os mais fortes irão sobreviver.

Enquanto isso vemos o Professor Charles Xavier (James McAvoy) realizando o seu sonho de ensinar jovens mutantes a controlar seus poderes e serem aceitos e conviver em paz com o resto dos humanos com o apoio de Hank McCoy (Nicholas Hoult), se junta a eles o jovem Scott Summers (Tye Sheridan) que acaba de descobrir seus poderes, Jean Grey (Sophie Turner) que já demonstra grande poder fazendo com que até o próprio Xavier admita que ela é mais poderosa do que ele.

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Todos os jovens mutantes do mundo enxergam na imagem de Mística (Jennifer Lawrence) um exemplo a ser seguido, já que ela é vista por todos como uma heróina após salvar o presidente americano no final de Dias de Um Futuro Esquecido, passando a ajudar mutantes pelo mundo como o Jovem Noturno (Kodi Smit-McPhee). Devido a sua fama nos últimos anos, Mística renega isso e passa a maior parte do tempo com seu visual “não mutante”, para que não a reconheçam.

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Magneto (Michael Fassbender) de alguma forma conseguiu fugir ao final de Dias de Um Futuro Esquecido e tenta uma vida nova na Polônia, ele agora é casado e possui uma pequena filha, mas sua paz não vai durar muito tempo já que ele amargurado e vingativo novamente passa a ser um dos 4 cavaleiros do Apocalipse juntando-se a Anjo (Ben Hardy) , Tempestade (Alexandra Shipp) e Psylocke (Olivia Munn).

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Mercúrio (Evan Peters), que agora sabe que seu pai é Magneto resolve tentar encontrá-lo após descobrir que ele está sendo caçado pelas autoridades após um incidente na Polônia, para isso ele vai até o Instituto Xavier, assim como Mística que vai atrás de Charles para também tentar salvar Magneto de si mesmo.

Um filme de equipe normalmente por ter muitos personagens é difícil a construção, aqui fica ainda mais complexo quando se precisa montar as equipes e motivações dos dois lados de uma batalha, o filme acaba se complicando um pouco quando precisa fazer isso, desde as motivações de Magneto de se unir com Apocalipse, Ciclope em pouco tempo se tornando importante no Instituto sem ter ainda experiência com seus poderes.

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Apocalipse é um personagem com potencial forte, mas que com pouco tempo para ser desenvolvido passa de uma espécie de Deus que quer ser reconhecido e respeitado para apenas um vilão poderoso que quer apenas varrer o mundo dos fracos, coisa que o próprio Magneto já tentou em outros filmes, o potencial se perde e vira apenas o vilão da vez, uma pena.

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Em alguns pontos principalmente em seu clímax, a película acaba se arrastando um pouco entre um corte e outro, fica a sensação que poderiam ter eliminado um pouco essa “barriga” para que o filme tivesse um ritmo mais acelerado só que com mais tempo para trabalhar as motivações dos personagens irem de um lado para outro ficarem mais críveis.

A maior qualidade do filme é quando dá espaço para os jovens mutantes se desenvolverem em suas relações em pequenos momentos, criando identificação com o público, junto do incrivelmente carismático Mercúrio que tem a cena mais emocionante do filme, mostrando como seus poderes se bem utilizados podem torná-lo um personagem praticamente invencível.

No fim X-men: Apocalipse entrega o que a franquia propôs desde o começo, discussão da diversidade com diversão e muita qualidade em suas cenas de ação, mas acaba entregando um produto aquém do potencial que poderia ter alcançado, faltando um pouco de realidade e urgência de verdade já que fica a sensação ao final de que personagens podem ser perdoados facilmente pela sociedade mesmo matando milhares de pessoas e motivações podem ser invertidas com poucos diálogos dignos de uma série da CW.

Talvez no próximo filme pudessem pensar em uma trama menor, mas intimista em que desenvolvam os personagens sem precisar correr contra o tempo ou recorrer a um certo mutante com garras de Adamantium que parece ser obrigado a aparecer em todos os filmes da franquia.

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Padu
Editor em LMMT